segunda-feira, 8 de dezembro de 2008


Morar sozinho é uma parada que eu sempre fui afim de fazer! Acho que já nasci com essa vontade. As razões são as mais variadas, desde poder andar de samba-canção o dia todo, até poder receber os amigos sem se preocupar com os outros habitantes da casa. Isso sem falar naquele clássico motivo que todo mundo menciona: poder entra e sair a hora que quiser sem dar satisfação a ninguém. Tenho alguns amigos que moram só e morro de inveja deles. Pesquisando sobre essa experiência na internet, achei o blog de um cara chamado Vinícius que mora em Jaú no interior paulista. Um dia desses o Vinícius publicou um post que eu adoraria que tivesse sido de minha autoria. É só copiar o endereço abaixo e colar no browser!
http://www.morandosozinho.net/2008/11/25/o-dia-a-dia-de-quem-mora-sozinho/

domingo, 7 de dezembro de 2008

Fim de semana? O que é isso? Alguma posição sexual nova? Um single do Latino? Novo quadro do Faustão? Marca de refrigerante? Banda de Axé? Matinê de boite? Promoção da TAM? Nome de algum filho da Baby Consuelo? O novo livro da Bruna Surfistinha...ou será o nome provisório de algum projeto do Woody Allen?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008


Liberdade de expressão é coisa que só existe na teoria. Dizer que sua vida é um livro aberto é o mesmo que dizer que não tem preconceito em relação a nada. Todo mundo tem algum segredo que não conta nem pro travesseiro.
Mas às vezes é necessário não se expressar livremente. Não dá pra dizer na cara daquele seu colega de trabalho mala, que você não gosta dele. A relação azedaria e com o passar do tempo um dos dois seria demitido. Também não dá pra dizer a sua namorada que o penteado novo dela é horrível, a menos que você queira uma oportunidade de ficar solteiro e curtir o próximo carnaval em Salvador. Uma vez li uma entrevista com Gilberto Gil onde ele afirmava que a hipocrisia é um mal necessário. Concordo plenamente, hipocrisia é uma ferramenta de convivência e controle social.
A humanidade faz uso inconsciente da hipocrisia a séculos. Leia e veja se você não concorda comigo:
- Quantas vezes você (principalmente se você for mulher) já disse a sua mãe que ia ao cinema quando na verdade foi ao Motel? Imagine a reação dela se você falasse “Mãe vou pegar aquela hidromassagem na suíte Dubai e só volto mais tarde! Não me espere pra jantar!”?
- Quantas vezes sua namorada já perguntou se você acha a aquela amiga dela bonita e você diz: “Prefiro você!”, quando na verdade até ela sabe que a amiga é infinitamente mais gostosa. Meia hora depois você estaria se matriculando numa academia, porque é isso que todo homem faz quando fica solteiro.
- Quantas vezes você não marcou com aquela mina e na hora H ligou pra ela dizendo que estava doente, só porque apareceu algo melhor pra fazer? Imagine o que ela pensaria se você dissesse que desistiu do encontro porque estava mais afim de tomar uma com os amigos do que sair com ela? (Meninas... isso acontece!)
- Quantas vezes você não deu aquela barrigada no banheiro e ainda saiu reclamando do cheiro pra que todo mundo pensasse que não foi você? Imagine a fama de “intestino podre” que você teria se não se esquivasse.
- Quantas vezes você não fingiu estar dormindo no ônibus só pra não ceder o lugar a alguém mais velho que, provavelmente se posicionou estrategicamente do seu lado imaginando que você cederia o lugar? Só você sabe o quanto está cansado depois de trabalhar o dia inteiro e já ter pego uns três ônibus antes desse.É claro que ninguém deve fazer de sua vida é um livro fechado, colocar uma máscara e nem agir como um personagem de peça de teatro, mas venhamos e convenhamos... não dá pra ser um Super-sincero o tempo todo!

terça-feira, 17 de junho de 2008

A pressa é a maior inimiga da perfeição!


Que a pressa é a maior inimiga de perfeição todo mundo sabe. Só não esqueça de dizer isso ao seu superior quando ele for revisar seus trabalhos!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Sanatório Geral

Por vezes sou levado a crer que aqui em Recife só tem doido. Ultimamente tenho presenciado uma série sucessiva de atos de insanidade capazes de deixar a turma do Pânico no chinelo.
Cena 1: Uns dias atrás avistei um cara correndo no meio do viaduto da Joana Bezerra em plena hora do rush. Um viaduto movimentadíssimo que liga o centro do Recife ao bairro de boa viagem na zona sul. O que leva alguém a correr por entre os carros e achar que vai sair ileso. Nem os caras do Jackass haviam pensado nisso.
Cena 2: O fato que me levou a escrever este texto foi o que tive o desprazer de presenciar hoje pela manhã. Uma mulher grávida e totalmente embriagada subiu no ônibus às 07:30 da matina. Mulher + gravidez + embriaguez + segunda-feira é uma combinação um tanto quanto bizarra. Primeiro: Mulher grávida não bebe. Segundo: ninguém bebe numa segunda de manhã. E o pior ainda estava por vir. Ela sentou do meu lado e, como já era de se esperar, só falava merda. O Filho-da-Puta do cobrador ainda ficou dando corda pras conversas da mulher. Desci uma parada antes com medo que ela vomitasse no meu colo.
Cena 3: Há não muito tempo atrás estava voltando do trampo depois de uma dia em que só fiz me lascar (pra variar), e nas cadeiras reservadas para idosos e deficientes havia uma senhora sentada. Sempre que o ônibus parava e dava partida ela começava a gritar: “MOTORISTA! VAI DESCEEEER!”. E não descia porra nenhuma. Percorremos 20 quilômetros em aproximadamente uma hora ouvindo essa abençoada gritar.
Cena 4: Como tudo o que é bizarro e medonho acontece em ônibus, essa não poderia ocorrer em um lugar diferente. Subi no coletivo pra ir a não me lembro onde, e notei que da metade pra frente estava lotado e da metade pra trás estava vazio. Por que será? lá trás sentado na última cadeira havia um cidadão na maior tranqüilidade. Até aí tudo bem, se ele não tivesse defecado toda a traseira do ônibus e se comportasse como se nada tivesse acontecido.
Cena 5: Todo cidadão residente do bairro de Casa Forte deve lembrar de Maria Camburão. Uma senhora gorda com um lenço na cabeça que residia nos bancos da praça. Na época parecia engraçado quando ela puxava um facão de dentro da bolsa e corria atrás de quem a chamava por esse apelido carinhoso.

Isso tudo me faz lembrar um texto do Stephen Kanitz intitulado “O perigo dos 7 Sigma”
Eis um trecho:
Sempre haverá pessoas malucas no mundo. E para cada 1.000 pessoas malucas haverá uma pessoa supermaluca, um "6 Sigma"*. E entre cada 1.000 dessas haverá uma mais maluca ainda, gente a quem vou chamar de "7 Sigma".

* Sigma é uma medida estatística de desvio da normalidade. Quanto mais sigma mais anormal.
Quem será que vai entrar no ônibus amanha? Chacrinha Cover?

quarta-feira, 5 de março de 2008

MEU NOME É JOHNNY

Se um dia eu for pai meu filho vai ter um nome extremamente brasileiro e comum, como por exemplo, João. Se for menina ainda não sei. A única coisa que eu sei é que ela não vai ter um nome estrangeiro, como por exemplo, Jennifer ou Stefanny, escrito assim mesmo, do jeito que se fala ou do jeito que o cara do cartório conseguir escrever no dia do registro da criança. Não sei por que, mas pelo que tenho observado há certa proporcionalidade entre classes sociais e nomes estrangeiros. Quanto mais baixo o nível social, maior a quantidade de nomes provenientes de filmes do John Travolta. Aliás, conheci um John Travolta. Do mesmo jeito que conheci um Michael Jackson, Macaulay Calkin, Johnny Walker, Bruce Wayne, Michael Douglas, John kennedy e – pasmem - Al Pacino. De repente sabendo o nome da pessoa dá pra saber em que condições socioeconômicas ela teve origem. Também é imensa a quantidade de nomes com a terminação “son”. Weidson, Donaldson, Alessanderson, Denison, Ivson...
Uma moça que trabalhou comigo costumava dizer que esses nomes sempre terminam com Silva. Quando chegava um cliente com esse tipo de nome ela logo gritava: Ta vendo? Pra quê um nome desses pra no final ter Silva?

Nomes geralmente têm um significado, uma origem. Eduardo significa guardião das riquezas, Amanda significa digna de ser amada. Mas o que porra significa Deyvisson?

Esses nomes podem não ter origem em algum país da antiga União Soviética, mas com certeza tem origem em mentes bizarras de pais desnaturados que não pensam na dificuldade que seus filhos terão, na hora de aprender a escrever nomes cheios de Y, W ou K. Se ter uma dessas três letras no nome for sinônimo de status, meu filho não vai ter um pingo de credibilidade, mas pelo menos vai ser um dos primeiros da sala a aprender a escrever o nome. E quando tiver uma conta de e-mail não vai precisar ficar soletrando pra todo mundo cada vez que der o endereço pra alguém. É um saco ter sempre que explicar: yarlei-dowglas@hotmail.com. Yarlei com “y” e Dowglas com “w”. Vou poupá-lo desse trabalho. Vou tornar o dia-a-dia dele mais prático.

Não farei a menor questão de dizer que meu filho tem nome de americano. Nada contra os americanos, mas sim contra ser brega querendo ser chique.

Qual o seu nome, meu jovem? – Meu nome é Johnny... Johnny Silva!

Simplesmente podre!